As portas se abriram,finalmente,mal poderia esperar para chegar em casa e comer aquele almoço que sabia quem me aguardava,quentinho,como todos os dias.
Subo as escadas da estação,distraindo-me com o fato de que essas não estavam com sua cor habitualmente cinza e sim preta,como se eu tivesse subindo para um buraco negro.
Continuo subindo....e subindo.....ate que aparece em minha frente uma figura de uma mulher aparentemente nada simpática que joga em minha direção uma máscara,dessas de hospital que ultilizamos pra ver um paciente doente. E diz:
-Se você for sair é melhor coloca-la.
Não entendi,mas coloquei-a e sai da estação.
Por um instante pensei que havia ficado cega,não queria enxergar e absorver o que meus olhos estavam vendo,poeira,só havia poeira.
Após alguns segundos meus olhos de acustumaram com o novo ambiente,e eu,como seguia por esse caminho todos os dias...nunca pensei q me ultilizaria dessa frase feita,mas seria capaz de segui-lo de olhos fechados,ainda bem,pois esse estava irreconhecível!
As ruas ficaram mais largas...e via passar por mim carros mostruosamente grantes,causadores da poeira que me cegava os olhos,as calçadas estavam estreitas e vazias,havia somente eu andando pelas ruas,olho para o lado direito onde ontem mesmo havia uma pequena casa residencial e me deparo com um predio tão alto que além de eu não enxergar o topo ainda cobria a luz do sol.Atravesso o sinal, lembro-me que num passado não tão distante existia uma árvore que eu ficava namorando quando pegava o sinal fechado,ela não estava mas ali....dera lugar a uma cabine telefónica...
Sabia que estava chegando em casa,já tinha passado por um quarteirão agora só me restava ver o que me aguardava pela frente.
Com dificuldade para respirar devido a máscara me deparo com a esquina de minha rua e vejo uma cena constrangedoramente assustadora,imaginando que os moradores da minha rua assim como eu apreciavam a árvore do sinal,ou a ultilizaram em sinal de protesto,não acreditei quando a vi ali,com uma máscara própria ao seu tamanho,uma enorme cápsula de vidro,que no momento em que passei proxima vi que estava se rachando,foi inevitável,comecei a chorar.
Chegando em casa vi que por ali apesar de tudo as coisas não estavam tão diferentes,a não ser o meu almoço que estava frio,dirijo-me até minha janela que havia sido lacrada e vejo a enorme rachadura na cápsula em minha esquina...retirando a máscara vejo que foi o pior desembarque da minha vida.
3 comentários:
Olá Paula,
Sua narrativa está excelente e muito criativa!
Você tem futuro!
Saudações,
Equipe pH.
auhuhauha olha a bibian!
adorei ficou linda mesmo a redação!
pode ser poetica assim?
merda de login!!!!!!!!
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